domingo, 21 de outubro de 2007

Me nina, menina


A minha vida
na cadeia do pensamento
mãos, pés, língua
atados.
lágrimas em precipício
e tu com isso?
E eu, e nada
Abalos na estrutura
Gelatinando fibra por fibra.
Aquele ombro amigo
Em Footlight MT Light
Verde-petróleo
Macio, macio...
E nada.
Remédios não servem
Buscas inúteis
Eu preciso de mim
Isso sim
E só me encontro na cama
Boa noite.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

E viro loba...


A madrugada é mesmo o berço das inquietudes psicológicas, digo porque me mostro em reviravoltas no desenrolar da ponte noite-dia. É difícil acreditar que neste horário tão produtivo as pessoas cismam em dormir. Veja só, dormir?! Não minha gente, como vocês são capazes? Este é o período do dia em que nós somos mais nós, no qual a negritude celeste facilita as ligações neurônicas e nos vemos impulsionados a aprofundar discussões – muitas vezes íntimas e solitárias. Pelo menos é desta forma que eu visualizo as horas posteriores à meia-noite. Como era de se esperar, este pequeno pensamento que vos trago foi tecido nas gélidas horas da antemanhã, enquanto procurava ingenuamente organizar alguns quebra-cabeças pessoais e deparando com a certeza de que nem tudo pode ser resolvido sozinho e pior, que quase tudo depende da boa vontade de Chronos, parei de digladiar com minhas âncoras – as quais minha personalidade, que tende ao drama, faz questão de manter a manutenção do aumento do peso - para degustar o frescor das três da manhã e conseqüentemente ir pouco a pouco caindo nos braços de Morpheu.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Relatividades


E quando o ocaso vier,
Fazendo real
O cumprimento do dia que cai,
Acendendo brasas adormecidas,
Atiçando leões mornos,
Findando todo o concerto
De pássaros cândidos;
Eis que por um acaso,
Ou como queiram,
Conserto do destino,
Notas cálidas serão acentuadas,
A penumbra ascenderá
E fará das ruas
Assento da lua.
Mas nas janelas das moças,
Pobres moças!
Ficará do comprimento exato
Da solidão.