Hoje me apanhou subitamente a nítida certeza de que a maturidade está a postos em mim. Assisti a uma cena minha que de pronto me lançou numa reflexão perturbadora. Vinha do colégio, fatigada pelo sol tórrido alagoinhense a fritar meus miolos, quando reparei quatro colunas sustentando o teto da varanda de um bar que se encontrava fechado. Logo me veio a idéia de brincar agarrando cada um deles, deixar meu corpo girar ao seu redor, ir passando de um por um. Oh! Como seria divertido! Adoraria pôr em prática. Olhei em volta, havia pessoas. Que tristeza... Mas que nada! Danem-se as pessoas! Passou a primeira coluna. Ah! Mas tenho vergonha – pensei. Lá se foi a segunda. Mais uma olhada em volta, o pensamento me forçava a ver como seria delicioso folgar ali. Mais uma coluna passava. E depois a quarta. Acabou. Contive-me, repreendi meus ímpetos e não fiz nada. Acabava de sufocar minha criança interior. Caminhava, sem desviar o caminho, nem olhar pra trás, tampouco me arriscar. Aquilo me angustiou bastante. Quantas vezes disse que iria manter-me infantil o quanto pudesse, que mesmo adulta jamais mataria a Taiane criança. Mas não, a vida tem sua ordem própria, obedecemos às tendências psicológicas de cada idade. Talvez isso não seja essa tragédia toda que fiz e sim um sinal – positivo – de amadurecimento. Além disso não se pode continuar a agir como criança para sempre, seria tolice.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
Entre o começo e o meio
Nós temos tanta sede de vida
Queremos o instante caudalosamente
Não nos basta a certeza do próximo passo
Somos angústia e exaltação
O próximo inspirar é a sentença
E temos pressa, não há porque parar agora
O vento sopra em várias direções
E qualquer que seja a correta
Os passos estão dados,os planos sobre a mesa
Um risco qualquer pra justificar toda nossa gana
Pelo que chamam de perder limites, mas nós preferimos
Aventura.
Ser a velocidade e estar acima dos cortes e das dores
Provar superpoderes e ir além
Além do tempo, espaço, rédeas
Além da nossa própria noção de além
Além da Terra e de todos as convenções
E por instinto nos lançar no abismo!
Queremos o instante caudalosamente
Não nos basta a certeza do próximo passo
Somos angústia e exaltação
O próximo inspirar é a sentença
E temos pressa, não há porque parar agora
O vento sopra em várias direções
E qualquer que seja a correta
Os passos estão dados,os planos sobre a mesa
Um risco qualquer pra justificar toda nossa gana
Pelo que chamam de perder limites, mas nós preferimos
Aventura.
Ser a velocidade e estar acima dos cortes e das dores
Provar superpoderes e ir além
Além do tempo, espaço, rédeas
Além da nossa própria noção de além
Além da Terra e de todos as convenções
E por instinto nos lançar no abismo!
Postado por Taiane Dantas às 14:19 1 comentários
Marcadores: - o nosso tempo
Subscribe to:
Postagens (Atom)


